Estudante da USP confessa golpe, mas responderá em liberdade, afirma delegada

 Por Redação 20:50 

Segundo a polícia, parte do valor retirado indevidamente foi usado para gastos pessoais

A estudante de medicina da USP, Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos, é acusada pelos colegas de classe de ter desviado quase R$ 1 milhão da comissão de formatura.

A estudante de medicina da USP, Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos, é acusada pelos colegas de classe de ter desviado quase R$ 1 milhão da comissão de formatura.Poliedro / Reprodução

Mathias Broteroda CNN

em São Paulo

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Em depoimento à Polícia na tarde desta quinta-feira (19), Alícia Dudy Müller Veiga, estudante da Faculdade de Medicina da USP, confessou crime de apropriação indébita e desvio de cerca de R$ 937 mil reais, afirmou a delegada Zuleika Gonzalez. Em um primeiro momento, a acusada responderá em liberdade.

De acordo com a delegada, a aluna, de 25 anos, não concordou com a maneira que a empresa “Ás Formaturas”, contratada pelos alunos, estava administrando o valor arrecadado e decidiu fazer aplicações de maneira independente.

Os aportes, segundo a autoridade, aconteceram nos bancos Nubank e Banco do Brasil. Parte do valor retirado foi usado para gastos pessoais.

O primeiro saque, no valor de R$ 604 mil, teria acontecido em novembro de 2021.

“Ela saca essa quantia e passa a aplicar em instituições bancárias e começou a perder dinheiro as aplicações não deram certo. E ela começou a se desesperar”, disse a delegada em coletiva de imprensa, após o depoimento de Alícia, que durou cerca de quatro horas.

Ao perceber que seus investimentos não estavam funcionando, a estudante passou a apostar em casas lotéricas.

“‘Na angústia, nesse desespero de estar perdendo as quantias, não conseguia parar de efetuar as apostas. E chegou a um determinado momento dessa situação que ela começou a gastar as quantias com gastos pessoais”, complementou.

A estudante teria utilizado parte do valor arrecadado para pagar o aluguel de um apartamento, no valor de cerca de R$ 3.700 mensais, segundo apurou a reportagem, além de aluguel de um automóvel e a compra de um tablet. “Ela acabou tendo uma vida incompatível com a renda que ela tinha”, destacou a delegada.

Veiga e um advogado saíram da delegacia sem falar com a imprensa.

CNN Brasil

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