Por Redação
Os meus versos
Escrevo porque há algo dentro de mim que precisa sair. Cada verso é uma tentativa de organizar o caos, de dar nome ao que dói, ao que falta, ao que transborda. Não são apenas palavras alinhadas; são fragmentos da minha própria história espalhados pelo papel.
No fim, meus versos são resistência. São a prova de que, apesar das quedas, das perdas e das cicatrizes, ainda há voz. E enquanto houver voz, haverá verso.
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Vamos lá! O primeiro da série.
Escárnio
Ri-se da queda quem nunca caiu,
zomba
da dor quem nunca sofreu,
faz
da desgraça um prato servil,
cuspindo veneno no riso seu.
Escárnio
é máscara de falsa bravura,
é
língua afiada ferindo o irmão,
é
rir da ferida, da fome, e da amargura,
sem
ver que a vida é o mesmo chão.
Quem ri da miséria esquece o futuro,
quem
debocha hoje pode lamentar,
pois
o escárnio é raso, vazio, impuro,
não
sabe da vida, só sabe zombar.
mas
cedo ou tarde o tempo ensina,
o
riso cruel se volta dobrado,
Na
boca que ri, a quem a dor
Se
destina.
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