Por Redação
Presidente da Corte diz que documento traz leitura equivocada de decisões e afirma que resposta será feita por via diplomática
A manifestação foi feita após o Comitê Judiciário da Câmara
norte-americana divulgar, na quarta-feira (1º), um novo relatório sobre o
Brasil, no qual critica a atuação do ministro Alexandre de Moraes em decisões relacionadas à remoção
de conteúdos e perfis em redes sociais.
O documento sustenta que autoridades brasileiras teriam
adotado medidas de censura com alcance internacional, inclusive sobre
conteúdos publicados nos Estados Unidos.
"Nas últimas décadas, o STF tem atuado na defesa e na
promoção da liberdade de expressão no Brasil, inclusive para impedir restrições
indevidas a esse direito por decisões judiciais. É o que se extrai de seus
inúmeros julgados emblemáticos sobre o tema", diz Fachin.
O relatório dos Estados Unidos apresenta uma leitura
diferente. O documento cita decisões de Moraes e afirma que ordens judiciais
brasileiras impuseram remoções globais de conteúdos.
Segundo o comitê norte-americano, empresas como X (antigo
Twitter) e Rumble foram punidas após se recusarem a cumprir integralmente
decisões do STF para retirada de contas ligadas a influenciadores brasileiros
de direita.
Fachin afirma que o relatório distorce o funcionamento do
sistema jurídico brasileiro e o alcance das decisões do STF. Segundo ele,
eventuais esclarecimentos serão feitos “pelos canais diplomáticos e no
nível adequado”.

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