Presidente da Colômbia defende uso do Pix e pede ao Brasil que estenda o sistema

 Por Redação

Fala ocorre em meio às críticas dos EUA ao meio de pagamento, divulgadas em um relatório sobre supostas barreiras comerciais

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais para defender o uso do Pix e pediu ao governo brasileiro que o sistema financeiro fosse estendido ao Brasil. A fala ocorre em meio às críticas dos Estados Unidos ao meio de pagamento, divulgadas em um relatório sobre supostas barreiras comerciais aplicadas por outros países.

“Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia; espero que, assim, eles parem de considerar a lista da OFAC, que já não é útil”, escreveu o líder colombiano.

No último dia 1º, o governo norte-americano divulgou um documento em que fez críticas não só ao Pix, mas também à tributação sobre importações de pequeno valor (popularmente chamada de “taxa das blusinhas”) e falhas no combate à pirataria, com destaque para a Rua 25 de Março.

Com relação ao Pix, os americanos dizem que esse modelo de pagamento pode favorecer a plataforma estatal em detrimento de empresas privadas estrangeiras de pagamentos eletrônicos.

“Partes interessadas dos Estados Unidos têm manifestado preocupações de que o Banco Central conceda tratamento preferencial ao Pix, o que coloca fornecedores americanos de serviços de pagamento eletrônico em desvantagem. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.

Na publicação de Petro, o colombiano fez críticas ao documento e ao governo de Donald Trump. Segundo ele, a lista da OFAC (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) serve “apenas para perseguir e subjugar a oposição política em todo o mundo”.

O presidente, que também já foi alvo de investigações da agência, foi acusado de conceder benefícios a organizações narcoterroristas, além de ter compartilhado informações confidenciais sobre o combate à lavagem de dinheiro, ameaçando a integridade do sistema financeiro internacional e levando à suspensão da Unidade de Inteligência Financeira da Colômbia.

“Fui acusado de assassinar um senador de direita, e descobriu-se que o assassinato, que não foi investigado a fundo, foi cometido pelo cartel do Vale do Tenza, que detém as esmeraldas e a maior parte da cocaína exportada da Colômbia, Equador e Venezuela”.

“No entanto, os chefões Iván Mordisco, Chiquito Malo e o segundo Marquetalia não são encontrados porque vivem em Dubai e estão protegidos por acordos judiciais nos EUA, onde negociam para não exportar cocaína para os EUA, mas sim aumentar suas exportações para o resto do mundo e se tornarem ainda mais poderosos”, completou.

R7

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